Século I da Formação de nossa Identidade Cultural Apresentação de resenha histórica dos primeiros povoadores da região cisplatinha, no período de 1.626 a 1.680. Razões do ingresso, da forma e da manutenção do gado no território. Conflitos e confrontos de interesses.
O ESPAÇO COLONIAL CISPLATINO E SUA OCUPAÇÃO
O momento espanhol na América era de intensa atividade com a extração da Prata das minas de Potosi no Peru, transportando-a para Buenos Aires e dali para a Europa. Neste tempo as estâncias de gado já eram expressivas em Buenos Aires e se iniciava um comércio de couro e sebos com a Europa pelo Rio da Prata.
Hernandárias, governador de Assunção, fora persuadido pelo padre Diego de Torres Bollo que só a convicção religiosa submeteria os índios das margens do Paraná e Uruguai. Aceitando esse parecer, Felipe III, rei de Espanha, em 1608, encarregava disto os jesuítas, criando o sistema de reduções, pelo qual o rei doava aos índios as terras, sob a condição de abraçarem o catolicismo, aceitarem a supervisão dos jesuítas, pagarem os impostos e prestarem o serviço militar.
A Província Jesuítica do Paraguai
Em 1.609 o Governador da Província do Paraguai proíbe a entrada de espanhóis na região do rio Paranapanema, no Guairá, bem como o recrutamento de índios para o serviço pessoal.
Isso facilitou a entrada dos jesuítas no Guairá, dando início à implantação da Província Jesuítica do Paraguai.
Os padres Lorenzana e San Martin fundam a primeira redução na confluência dos rios Paraná e Paraguai, com o nome de San Ignácio Guaçú..
Na seqüência, 14 outras reduções são fundadas, onde se destacam as de Loreto (1.610) e San Inácio Mini, às margens do rio Paranapanema.
Em 1.618 já se somava 27.500 índios reduzidos.
Os jesuítas reorientaram o trabalho indígena, transformando-os em mão de obra especializada, conseguindo autonomia em relação aos brancos, com a introdução do gado, a partir de 1.615, e do plantio de trigo, cana-de-açúcar, uva e demais cereais, que garantia a sobrevivência da população reduzida e efetivava o processo de sedentarização que experimentavam.
Com isso aumentou a cobiça dos encomienderos espanhóis e dos bandeirantes paulistas, interessados nessa mão-de-obra especializada.
Os colonos viam-se prejudicados pelos padres à medida que lhes disputavam o trabalho indígena.


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